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Planejamento de custos em hospitais: sistema orçamentário versus alta tecnologia

O HOSPITAL QUE NÃO AVALIA SEUS CUSTOS ESTÁ FADADO AO INSUCESSO. ASSIM RESUME O DIRETOR EXECUTIVO DO HOSPITAL SANTA CATARINA, O ADMINISTRADOR MANOEL NAVARRO BORGES, SOBRE OS PRINCIPAIS DESAFIOS DA GESTÃO HOSPITALAR, HOJE, NO BRASIL. SEGUNDO ELE, SEM UMA ADMINISTRAÇÃO EFICIENTE, QUALQUER IMPREVISTO PODE TRAZER GRAVES CONSEQUÊNCIAS FINANCEIRAS ÀS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE.

O ambiente hospitalar sempre lhe exerceu fascinação. Aos quatro anos, ele era o primeiro a se oferecer para visitar quem quer que fosse que estivesse internado. A tenra idade não o impedia de insistir até convencer a ser levado ao hospital e fi car na recepção, horas se fosse preciso, e vislumbrar, encantado, todo aquele ambiente inusitado.

Adulto, decidiu estudar medicina e administração hospitalar ao mesmo tempo, mas, em um mês, descobriu que a sua sina não estava atrás da mesa de cirurgia, mas na mesa do escritório, avaliando custos e defi nindo planejamentos. Há 23 anos na área, o atual diretor executivo do Hospital Santa Catarina, Manoel Navarro Borges, já presenciou várias mudanças na área da Saúde. Também já passou pela administração de diversas instituições, enfrentando desafi os os mais distintos. Há onze anos integra a equipe da Associação Congregação de Santa Catarina, na qual começou como chefe do Pronto Atendimento e do Centro de Diagnóstico por Imagem.

Prestes a entrar no recesso de Natal, Borges dedicou um tempo para responder prontamente às perguntas do Indicador Jurídico. A consideração se deve à parceria, iniciada em 1986, entre a Tilelli Associados e o HSC, e que, segundo ele, dá tranquilidade nas tomadas de decisões. Nesta entrevista, ele cita os pontos críticos que compõem a cadeia de custos dos hospitais e revela as tendências da gestão hospitalar para os próximos anos. Leia os principais trechos da entrevista, a seguir:

Indicador Jurídico: Quais são, a seu ver, os principais avanços e desafi os da Gestão Hospitalar no Brasil e de que maneira eles impactam o HSC??

Manoel Navarro Borges: A meu ver, um dos principais desafi os da Gestão Hospitalar no Brasil é o controle de custos. Se os hospitais não se adequarem aos protocolos, tendo certeza de quanto custa cada procedi mento, terão futuros nada promissores. Quanto aos principais avanços, posso citar a alta tecnologia dentro dos hospitais, com cirurgias minimamente invasivas e técnicas de tratamentos muito avançadas.

IJ: Quais são os pontos críticos que compõem a cadeia de custos e como o HSC conseguiu contorná-los?

MNB: Estamos em processo de contornar esses pontos críticos, entre eles o sistema orçamentário, considerando os impactos na gestão de custos; estabelecimento de estratégias para utilizar de forma efi caz os recursos da instituição e conscientização dos colaboradores em relação aos desperdícios, além da análise de rentabilidade dos médicos e das operadoras, entre outros.

IJ: Quais são, a seu ver, as tendências na Gestão Hospitalar para os próximos anos?

MNB: Primeiramente, temos de prestar atenção no que o mercado está pedindo. No HSC, a mudança se faz necessária de maneira mais rápida e agressiva, pois estamos em uma região com vários hospitais com as mesmas características, mesmo corpo clínico, mesmas operadoras e até mesmos colaboradores. Por isso, a tendência do HSC é trabalhar, principalmente, a parte humana (colaboradores e terceiros) e investir em melhorias tecnológicas.

IJ: Gestão de Pessoas é um tema muito debatido hoje em dia. Como esse aspecto é trabalhado nos hospitais e mais especifi - camente no HSC?

MNB: Aqui no HSC, levamos isso muito a sério. Gostar de gente é uma premissa para os nossos colaboradores, e principalmente para os nossos gestores.

IJ: Quais são os serviços passíveis de terceirização e como o HSC atua nesse sentido?

MNB: Os serviços passíveis de terceirização são aqueles considerados “meios” e não “fi ns” na estrutura hospitalar. Posso citar alguns exemplos, como o serviço de higienização da roupa, serviço de higienização e limpeza, segurança patrimonial, serviço de nutrição e dietética, e alguns Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Tratamento (SADTs), como serviço de hemoterapia, laboratório de análises clínicas, laboratório de análises patológicas, entre outros.

IJ: Que benefícios a conquista da Certifi cação Internacional Canadense traz ao hospital e como isso se refl ete nos pacientes?

MNB: A Certifi cação Internacional Canadense traz ao HSC um destaque no mercado hospitalar, pois somos o único hospital acreditado em São Paulo. Além disso, proporciona padronização de atendimento ao nosso cliente e, por consequência, maior segurança. Esta prática é constantemente reavaliada, analisada e, caso necessário, mudada, visando à melhoria constante no atendimento.


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